acompanhe nas redes

  • abril 26, 2017

    Fashion Revolution Week

    Acontece esta semana a Fashion Revolution Week, um movimento mundial de conscientização do consumo de moda. A campanha, que já está em seu quarto ano, propõe que nos questionemos em relação aos processos de produção e consumo da moda de maneira geral. A meta é estabelecer um debate entre marcas, clientes e profissionais do ramo da moda, para que um dia seja possível desenvolver uma moda mais transparente, sustentável e justa, em todas as esferas.
     imagem: reprodução
    Quando decidimos por adquirir uma determinada peça de roupa, acessório ou calçado, estamos depositando um voto de confiança naquela empresa. E, geralmente, as questões de como e por quem é feito, em quais condições e de onde veio, não são muito relevantes na hora de fechar a compra. Porém, precisamos nos atentar cada vez mais as pessoas envolvidas e aos processos de produção, desde a colheita até as lojas.

    Foi através da leitura da Mágica da Arrumação, de Marie Kondo, que comecei a refletir na forma como eu consumia coisas. A quantidade de objetos inutilizados e desconexos com a minha personalidade que guardava era tão grande, que seria capaz de atender toda a minha família. Com o Armário Cápsula, esse questionamento e vontade de mudar foi ainda mais forte, tanto que eu consegui ficar mais de seis meses sem comprar nenhuma roupa, acessório ou calçado.

    Como comunicadora, venho estudando e observando muitos movimentos e debates que tem intuito de provocar mudanças positivas no mundo. Ações como a do FRW ganham evidência diariamente mundo afora, e como consumidora, me sinto na obrigação de compartilhar também por aqui. Afinal, quanto mais gente aderir o movimento melhor.

    Por isso, essa semana vamos nos unir e ir até as redes sociais das marcas que usamos perguntar #QuemFezMinhasRoupas? e a partir daí, podemos analisar como essa empresa leva em consideração as questões de seus clientes, como ela trata seus colaboradores e muitas outras coisitas mais. O fundamental é, de agora em diante, observarmos mais o mundo a nossa volta, suas transformações e refletir o que podemos fazer para ajudar a melhorar o mundo e quem vive nele. E assim, o planeta agradece!

    A Fashion Revolution Week surgiu em Londres, no ano de 2013, da notícia de um desastre em Bangladesh, quando um edifício de produção têxtil desabou, matando mais de mil pessoas – em maioria mulheres – e deixando outras 2.500 feridas. O prédio abrigava diversas fábricas de roupa que produziam para renomadas grifes, em condições escravas.
    Para mais informações, acesse o site oficial da organização ou acompanhe pelas redes sociais.

    19 comentários:

    1. Adorei o post, Renata! Eu não me atentava muito pra essas questões, mas a faculdade de comunicação abre a nossa mente, né? Eu não concluí, mas os ensinamentos ficaram: marcas que não respeitam seus consumidores não podem ter vez no mercado. Hoje eu consumo marcas que sou fã, que me sinto atendida, respeitada e representada.
      E aquela máxima do menos é mais continua valendo, ainda mais forte.

      Beijos e sucesso!
      www.metamorphya.com.br

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Oi Amanda!
        A faculdade abre nossa mente pra tanta coisa... Eu tenho a mesma premissa que você, quanto menos melhor e consumir do que eu me identifico. Acho que pra tudo temos que ser assim.

        Beijo!

        Excluir
    2. Eu realmente amei esse post de coração, e queria que mais pessoas lessem e estudassem sobre isso. Desde que comecei a estudar sobre essas coisas e me preocupar de fato, passei me pegando procurando as marcas que consumo de como são feitas, testadas e representadas. Hoje grande parte das coisas que uso, são de marcas confiáveis que por exemplo não testam produtos em animais, e me deixa aquela sensação de estar fazendo minha parte sabe?



      Beijos,
      Amanda.

      • http://explorar-te.blogspot.com/ •

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Estou muito nessa vibe, querendo estudar e super consumir isso. Dá vontade de sair com um megafone gritando pela rua, hahaha! Enquanto não dá pra fazer isso, contribuo por mim e tento passar esse conteúdo pra mais gente. Legal que você também faça isso!
        Beijo!

        Excluir
    3. Estudo jornalismo e sempre amei moda - um tempinho atrás queria muito me especializar em jornalismo de moda. Essa campanha é incrível pelo cunho responsivo que traz a um assunto, muitas vezes, tido como banal. Minhas amigas falam muito sobre o livro, e ele tá na minha listinha de leitura! Tô evitando comprar roupas simplesmente por estarem na moda e, constantemente, tenho optado por comprar em brechós e customizar minhas roupas do que comprá-las em lojas. Amei o post! <3

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Oi Nath! Isso é muito legal porque quando a gente vai se envolvendo mais, vamos querendo mudar e tudo mais.
        Obrigada <3

        Excluir
    4. Que lindo!! Que maravilhoso, vou fazer com certeza!
      O mundo agradece, os clientes agradecem e até mesmo quem desenha as roupas vai comecar a ficar mais atento, na minha opiniao.
      A campanha é demais! eu costumo pesquisar mais hoje em dia antes de comprar as minhas roupas, mas quando mais nova, era meio consumista. Comprava coisas que nem nunca usaria, nao era meu estilo etc.
      Amei teu post!
      Bjss

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Olá! Também já fui muito consumista, mas conforme vamos crescendo vamos aprendendo né?
        Beijo!

        Excluir
    5. Olha, gostei muito desse post e vou te explicar o motivo. Você já deve ter lido em algum lugar de marcas de roupas que usam mão de obra praticamente escrava, a maioria da china. Isso me corta o coração saber que estão explorando humanos para satisfazer os desejos de uma classe que nunca se contenta com o que tem.

      Saber que existem empresas responsáveis e que fazem questão de expor isso, faz com que eu me sinta bem. Claro que infelizmente algumas empresas vão continuar com essa prática criminosa, mas cabe a nós também boicotá-los para que sintam na pele como é ruim.

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Oi Frank! Infelizmente esse mundo da moda ainda é muito corrompido. Mas graças a Deus estamos tendo, cada vez mais, empresários e pessoas desse ramo mesmo querendo mudar e transformar o mundo. Isso é maravilhoso <3

        Excluir
    6. Amei, sempre precisamos saber de onde vem as coisas que usamos, comemos, para não sermos cumpllices de nós mesmos ou de alguma forma de sujeira, pena que muitas marcas famosas utilizam0-se de mão de obra escrava para não ter custos altos com a produção.

      Bjs

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Sim! Infelizmente as marcas ainda são muito corruptas. Mas tenho fé de que isso vai mudarr! :)

        Excluir
    7. Eu tô amando ver que cada vez mais pessoas estão se conscientizando em relação à forma de consumir produtos. Desde os primeiros semestres do curso de moda os professores sempre batem nessa tecla de ter mais consciência em relação ao nosso mundo e as pessoas que nele vivem, enquanto estudantes e futuros profissionais desse ramo, onde trabalho escravo e exploração infantil são tão comuns. Eu tive até uma matéria, que achei demais, chamada ecodesign, onde deveríamos repensar e buscar alternativas mais sustentáveis em toda a cadeia de produção das roupas. Mas acho que não devemos para por aí. É um passo enorme começar por aquilo que vestimos, mas devemos repensar toda a nossa forma de comprar e consumir, pois não é só na indústria de vestuário que há trabalho escravo.

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Esqueci de dizer, amei seu blog e já to seguindo hahaha <3

        Excluir
      2. Oi Kimberly! Sim! Eu tenho me interessado cada vez mais sobre esses assuntos. Pensar no próximo, no planeta, em quem vai ficar aqui... E ainda bem que os movimentos pra conscientizar a população sobre isso tem crescido cada vez mais, né? Amém! Hahaha
        Que o mundo tenha mais profissionais da moda engajados como vc!

        Beijo!

        Excluir
    8. Que post interessante! A indústria téxtil pode ser assustadora mesmo, muitas pessoas devem trabalhar em condições péssimas :( sem falar que por vezes não nos controlamos na hora de consumir e nem pensamos muito com o que nossas roupas foram feitas. Gostei desse movimento, chama atenção pra uma causa bastante importante. Amei o seu blog, beijos <3

      http://entregalaxiasblog.blogspot.com.br

      ResponderExcluir
    9. Muito legal esse movimento. Eu não sou muito apegada a moda, na verdade só compro roupa nova quando realmente preciso mas é muito bom conhecer movimentos como esse, pois é extremamente triste e decepcionante lembrar que tem pessoas sofrendo para que eu possa usar essas roupas. Mas também é muito bom ver cada vez mais as pessoas procurando saber o que realmente estão consumindo.
      Que mais pessoas conheçam esse movimento ♥

      Epílogo em Branco

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Sim! Que mais pessoas possam desenvolver empatia e que assim, possamos transformar o mundo em um lugar melhor!

        Excluir