acompanhe nas redes

  • fevereiro 19, 2016

    Obrigada por ter sido um babaca

    via reprodução
    Era final de carnaval. Não sei exatamente o que vi em você mas algo em mim batia mais forte. Minhas amigas diziam ser fogo de palha, pr'eu não me envolver que cê não era certinho, elas sabiam da sua fama. Eu insisti como se aquilo fosse a última coisa que eu teria na vida. Seus amigos me diziam pra não me apegar, afinal eles sabiam suas histórias, tudo o que você já tinha feito com outras garotas. No fundo, eu também sabia mas a sede de você era tanta, que acabei me tornando mais uma. 

    Na festinha da galera, você me procurou. Naquele momento, meu corpo gelou, eu comecei a tremer, fiquei nervosa... aquelas coisas bobas de paixonite aguda. Ah, eu tava tão na sua! Cê se fez de desentendido, quis dá uma de que não queria mas cê tava me dando condição. Trocamos o número de celular e de repente a gente começou a conversar demais, se ligar demais, sair demais e... se gostar de mais. Ou, pelo menos, da minha parte foi.

    Ainda lembro do nosso primeiro beijo. Vez ou outra me pego lembrando. Se bem que eu não deveria, já que cê fez a bagunça que fez e foi embora sem se despedir. Tola. Inocente. Trouxa. Cê trouxe o mundo aos meus pés, me provocou até onde podia e na primeira oportunidade cê foi embora. Me deixou sozinha com uma história e um coração pesado que, naquela época, batia muito rápido e tava caidinho por você.

    Eu devia ter percebido. Depois de tanto me amar, depois de ter tirado toda energia do meu corpo, de ter me sugado feito um sanguessuga e me feito acreditar em todas aquelas mentiras ensaiadas, eu deveria saber que cê não tava nem aí pra mim e que, pra você, eu não passei de um parque de diversões. Um amorzinho desses qualquer de carnaval.

    Já me perguntei inúmeras vezes o que eu fiz de errado, se eu falei algo ou se foi só cafajestice da tua parte. Nada me tira da cabeça que tu tava gostando mas pulou fora quando me ouviu falar sobre relacionamento sério. Quer dizer que cê é desses que foge? Eu não imaginava, até porque eu não te dei motivos. Você que foi um completo babaca em não querer me assumir pros teus amigos. Aliás, nem precisava, todos já sabiam mesmo. A gente era do mesmo círculo, lembra?

    Enfim, cê desistiu. Me deu o papel de trouxa, colou na minha testa e foi me levando como uma marionete. Jogou no fogo a linda página que estávamos escrevendo com a nossa história. Eu sofri. Mas hoje te agradeço. Tô bem comigo mesma e hoje sei o meu valor. Então, só me resta dizer obrigada por ter sido um babaca. Obrigada por ter me deixado sozinha, por ter me abandonado, por não ter me assumido e por ter me feito sofrer esse tanto todo que cê fez. Graças a você, hoje tenho munição à síndrome de babaca. No final, quem perdeu foi você né? Perdeu uma mina linda e companheira que podia ter construído contigo uma história bonita que passaria de apenas um simples carnaval. Mas cê fugiu, cê não foi capaz.

    Por tudo isso que cê fez, obrigada. Babaca!


    4 comentários:

    1. Acho que todos nós já tivemos ao menos algum cara desse tipo na nossa vida, que por mais que os outros digam e insistam, a gente não ouve e só quer mais. Realmente o bom disso é que depois aprendemos a lição e sabemos como lidar quando aparecer outro igual depois. É a vida, né?
      Amei o texto, me identifiquei muito hahaha.
      Beijos =)

      www.letrasnagaveta.com

      ResponderExcluir
    2. Esse texto foi escrito para todas nós, pois babacas são como baratas, podem surgir de onde menos esperamos. Mas eles nos ensinam muitas coisas, mesmo que seja da pior maneira. http://charmosando.blogspot.com.br/

      ResponderExcluir
    3. Nossa, parece até que fui eu que escrevi! Muito chata ter que lidar com isso e vê que eles não se importam e dizem até estar com a consciência limpa. No fundo eu espero que ~ele tenha se atormentando com o mal que causou.

      Juhlihipy

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. É uma situação bem chata, mas que vale de experiência e aprendizado!De tudo temos que tirar um ponto positivo. E, no fundo, acho que se atormentou sim, viu?

        Excluir