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  • janeiro 19, 2016

    A menina

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    Ela é uma menina sonhadora. O que mais queria era terminar o ensino médio e a chatisse de ir pra escola, ter uma mão cheia de amigos e se tornar independente. Mal sabia que, acabando a escola, estava deixando pra trás a melhor fase de sua vida. Pra ela, a independência era algo que viria naturalmente depois da escola exatamente como acontece nas histórias dos filmes americanos.
    A escola acabou, esses amigos a deixaram com o tempo e a independência até veio, mas não exatamente do jeito que ela queria; Com ela veio a responsabilidade e um dos maiores tormentos da sua vida: ser adulta.

    O tempo passou, seus desejos mudaram. Agora queria arrumar um emprego, iniciar a faculdade, morar sozinha, adquirir a sonhada carteira de motorista e sair por aí, sem rumo. O emprego ela até que arrumou entretanto, mesmo recebendo um bom salário e fazendo parte de uma das mais conceituadas empresas da região, descobriu que nem só de dinheiro vive-se um adulto. É preciso ser saudável, estar bem física e psicologicamente, amar ou pelo menos gostar do que se faz. Não se trata só de ter aquela grana boa na conta todo dia 06. Foi aí que ela aprendeu a o famoso conceito de "qualidade e quantidade".

    Sobre a faculdade, bem, depois de ter muito aprendido com esse breve início de carreira profissional, compreendeu e aceitou que deixar esse sonho mais pra frente seria a melhor opção já que, assim como o emprego, se não estivesse bem e gostasse muito do curso, não adiantaria empurrar pois não há barriga que aguente. Preferiu esperar, dar tempo ao tempo. Isso a fez bem. Ela aprendeu e percebeu alguns valores que ninguém nunca vai poder tirar dela: tolerância, humildade, honestidade, responsabilidade e ética.

    Mesmo com todos os contratempos a vida continua. A menina já mudou mais algumas vezes. Os desejos dela já não são os mesmos, de novo, enfim. Ela aprendeu a dar um passo de cada vez. Manter a calma e andar. Embora tenha apanhado muito, ainda não sabe o que é respirar fundo contando de 1 a 10 mas isso, assim como muitas coisas, vem com o tempo. Ela sabe que nem tudo vai ser como ela quer e de verdade, até agradece por isso. Parou de se julgar pelos próprios erros e passou a reconhecer que é humana e assim, aceitou. Entendeu que o caminho é sim muito longo mas não deve ser sofrido. Aprendeu a sorrir. Seus sonhos continuam nascendo dia pós dia. E ela nunca vai deixar de ser essa menina.

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