acompanhe nas redes

  • novembro 26, 2014

    Aprendendo a crescer

    Antes de eu chegar a essa idade eu achava que iria poder fazer de tudo: ir para baladas e festas e chegar em casa de madrugada, encher a cara, ir trabalhar virada (sem dormir), tirar a carteira de motorista e sair por ai sem rumo viajando pra qualquer lugar (principalmente quando discuto com meus pais)... E muitas outras coisas que, eu acredito que todo mundo já tenha pensado.

    Acontece que antes da maior idade chegar, a gente olha pra quem já é maior como se fosse muito bom, muito legal e divertido ter tantos programas pra fazer, sendo que esquecemos da parte em que: a responsabilidade aumenta de acordo com sua idade (na maioria dos casos). Achamos que só porque a maior idade chegou que estamos livres pra fazer o que quisermos, como quisermos e quando bem entendermos. Quem já tem essa idade ou mais sabe bem que não é por aí que a banda toca, não é mesmo?

    Eu não sei explicar o porque, mas parece que a vontade de se libertar da adolescência, de deixar tudo pra trás e querer sair por aí quebrando a cara é maior do que a própria vontade de querer ser adulto de verdade. Porque olha, se tivessem me dito antes que hoje eu estaria como estou, eu acharia que é piada. Ou acharia o máximo, e ia querer que chegasse logo. Só que por fim, eu confesso, me arrependo de ter ido com muita sede ao pote. Não que eu me arrependa de ter feito alguma coisa, claro que não, até porque se tivesse sido diferente, hoje tudo seria diferente também. O que, de verdade, não quero que seja.Mas se alguém tivesse insistido mais em me explicar e me mostrar o quanto eu era feliz, sem saber, quando não tinha tanta responsabilidade nas costas, acho que teria aproveitado mais. Bem mais.

    Talvez seja até um pouco de ingratidão da minha parte pensar assim. Porque todas as pessoas que eu conheço me diziam isso: quando se é jovem se acredita que os mais velhos não sabem de nada, que eu sim é quem sabe de tudo. Ou, que os mais velhos já passaram por isso, estão falando só pra eu não querer aproveitar muito. Seja lá qual for o clichê da vez, por incrível que pareça, vai ser verdade. E quando alguém lhe falar isso, acredite!

    Você pode achar que sou infeliz por só estar citando os pontos negativos, porque ora, devem ter alguns pontos positivos, não? Claro que tem! Gosto muito da parte de você poder fazer tudo sozinha, ter a sua independência, ter seu auto controle sobre as coisas... A gente fica mais pensativo, se preocupa com qualquer coisa, presta mais atenção em coisas pequenas e aprende a dar muito mais valor aos pequenos momentos/atitudes do dia a dia. Mas é diferente. É falta de costume.

    Mas sabe o que acho? Acho que poderíamos ter um tipo de válvula de escape onde, quando estivermos muito tristes pudéssemos voltar ao colo de nossos pais, quando crianças, e curtir um pouco mais o cuidado mais zeloso que eles tem, quando se é pequeno. E quando tudo ficasse bem dentro da gente, voltávamos a vida real. Não sei, só uma sugestão.

    Enfim, seja lá como vai ser daqui pra frente, o único jeito é viver e ver. Porque fugir não tem como e como muitos dizem "a vida só está começando agora".


    Imagem: WeHeartIt


    0 comentários:

    Deixe um comentário