acompanhe nas redes

  • janeiro 04, 2018

    Ela Quer Tudo

    Se tem uma coisa que eu gosto muito é de assistir série. E não há nada que me deixe mais feliz que assistir uma série bem produzida, com personagens reais, com uma história interessante e que além de tudo isso, tenha o poder de me distrair. A série da Netflix, lançada em novembro, trata de assuntos muito comuns na atualidade e alguns considerados tabu: feminismo, a busca da felicidade, autoestima, invisibilidade negra, sexualização e objetificação da mulher (sobretudo a mulher negra). 
    reprodução/netflix. "Eu não sou propriedade de ninguém"
    Em She's Gotta Have It, Nola Darling é a protagonista: uma mulher, negra, independente, adepta do poliamor, autoconfiante e autossuficiente. Uma mulher comum que luta para conseguir alcançar seus objetivos. Bem segura de si, Darling não é o típico modelo de protagonista negra que costumamos ver por aí. Ela dribla sua vida com sua carreira de artista e retratista, seus relacionamentos amorosos e pessoais (família e amigos) e as dificuldades e alegrias de ser mulher, e negra.

    Mesmo tendo um certo foco para a vida amorosa de Nola, que sustenta relacionamentos amorosos com três homens, consegui achar graça e sentido nessa busca de prazer, satisfação pessoal e independência que ela faz. Claro que tem um certo ponto machista e protetor dos três personagens em resistir à forma como a Nola leva a vida, mas nada muito gritante. Inclusive, achei bem normal e comum as discussões levantadas com os três homens da Nola.

    O formato das gravações não seguem o modelo tradicionalmente conhecido por nós: Spike Lee, o produtor, mistura a narrativa da protagonista com depoimentos dos personagens em forma de documentário, o que faz com que a produção se destaque também dessa forma. Além disso, a trilha sonora é algo encantador. Fora selecionada uma coletânea de melodias e clássicos interpretados por personalidades negras que foram introduzidos ao longo dos capítulos a trazer um quê a mais de especial para o seriado.
    reprodução/netflix.
    Nola é uma mulher como nós. Sofre seus conflitos pessoais, tem seus dilemas mas segue em busca sua independência, dá duro no trabalho, é feliz a sua maneira e é encantador a forma como ela nos inspira a sermos mulheres fodas também!

    A releitura do longa de Spike Lee, de 1986, contribui para o catálogo de produções com protagonismo negro do serviço de streaming, sendo um título um tanto quanto polêmico porém que retrata assuntos relevantes nos dias de hoje. Como de costume, a produção não foi tão divulgada assim pela plataforma contudo vi muito conteúdo bacana sobre o título como esse vídeo da Nátaly Neri falando lindamente sobre.

    Fico muito feliz em ver produções como esta, como Dear White People ganhando força em meio a multidão de produções mais do mesmo de Hollywood. E, She's Gotta Have It já está com segunda temporada confirmada. Obrigada, Netflix! ♥

    Tem alguma série para me indicar?
    dezembro 30, 2017

    Diario #6: Reflexões de um ano de crescimento

    O ano sequer acabou e já estamos todos em clima de reflexão. As esperanças voltam a nos rodear e a vontade de fazer e acontecer por um futuro melhor é cada dia mais forte nessa época. Confesso que adoro essa energia toda de generosidade, gratidão e compaixão que nos rodeia sempre em meados de dezembro.
    reprodução/tumblr

    Dois mil e dezessete não foi, nem de longe, um ano fácil pra mim. Mas pelo tanto que li, não foi um ciclo fácil para ninguém, não é mesmo? Impressionante como 365 dias parecem passar tão rápido e ao mesmo tempo demoram tanto. Não consigo lembrar de muitas coisas de seus primeiros meses, salvo os relatos aqui do blog e alguns rabiscos do meu diário, contudo tenho a certeza de que a indecisão e o medo me acompanharam por um longo período e ousaria dizer que ainda vão seguir nesse próximo período.

    Lembro-me de terminar o ano passado, assim como este, com um sentimento de gratidão pelos tamanhos aprendizados e também com uma melancolia enorme. Muitas dúvidas e muitos sonhos, que pra falar a verdade aparentam ser muito mais bonitos no papel.

    Reconheço que não me esforcei o tanto que poderia para manter o que eu queria e o que era importante pra mim como uma meta. Não fui disciplinada o suficiente pra estabelecer uma rotina na qual eu pudesse me divertir e aproveitar cada momento. Tiveram inúmeros dias em que contei as horas para o expediente acabar para que assim eu pudesse ir logo para casa, tomar meu banho e ficar deitada a espera do dia seguinte.

    Perdi a esperança em um dado momento, perdi a confiança em mim mesma e sinceramente, isso é algo que é trabalhoso de se reconquistar e reerguer. Mas além de tudo isso, ou talvez por isso tudo, eu aprendi muito sobre mim mesma.

    A terapia me ajuda muito, todo dia. Aprendi a dizer sim, a aproveitar oportunidades, a me permitir momentos de felicidade, tristeza e descanso. A me cobrar menos por tantos resultados, a viver no meu tempo, a criar expectativas apenas em mim e me colocar em primeiro lugar. Me permitir acertar, me permitir errar. E aos poucos vou me reerguendo.

    Agora, fico pensando... Ao mesmo passo que quero que 2017 acabe logo, quero que ele demore bastante pra eu poder aproveitar cada minutinho aprendendo um pouco mais. Não quero carregar mil expectativas para dois mil e dezoito pois hoje eu tenho a consciência de que eu sou capaz e se eu quiser eu consigo conquistar tudo o que eu quiser, só preciso de trabalho. Quero me tornar mais leve, deixar as coisas mais leves; quero poder me permitir sair da minha zona de conforto pra realizar meus sonhos e ser mais feliz com minhas escolhas. Me colocar em primeiro lugar é a única meta para 2018.

    E vocês? Como foi o ano de vocês? Quais metas vocês já tem em mente para 2018? ♥

    dezembro 01, 2017

    Diário #5: Aprendizados

    Minha mãe diz que cada um que passa na nossa vida tem uma missão. Acredito muito nisso! Cada um fica com a gente o tempo necessário pra gente aprender alguma coisa e quando o universo acha que já deu a gente vai se afastando, perdendo o contato... Daí ficam as fotos, as memórias do facebook, os vídeos engraçados, as conversas e os áudios do whatsapp e as lembranças da nossa caixinha interna pra não fazer a gente esquecer nunca que aquela pessoa foi importante e que sem ela a gente não é o que é hoje.

    imagem: tumblr
    Gosto de pensar assim tanto para as pessoas que se vão, como para as oportunidades que aparecem, como para os ciclos que frequentemente se iniciam ou encerram. Acredito muito em destino. A gente vive o que já está programado para a gente viver e ponto. E, como num episódio de Black Mirror, as vezes algumas amizades têm time certo pra durar. Umas podem duram lindos seis anos, outras longos e felizes doze, e ainda tem aquelas que permanecem e nos acompanham no decorrer da vida. Mesmo com isso tudo, todo dia é uma oportunidade de se tornar amigo de alguém. Isso que é maravilhoso!

    Um dia, fiz uma carta para uma ex melhor amiga que foi muito importante pra mim. Tem muitas outras pessoas que quero escrever uma carta dessas, claro. Porém não é sempre que estamos com tanto sentimento a flor da pele para escrever sobre alguém querido.

    Nós não lidamos bem com partidas. A gente sabe, desde o princípio, que estamos sujeitos a isso a todo o tempo e mesmo assim nunca sabemos lidar. Não estou me referindo exatamente ao óbito de alguém, mas sim dos ciclos que se encerram dia após dia. Das amizades que vão se tornando estranhas, dos relacionamentos que vão esfriando feito café... Enfim.

    Hoje não é bem uma carta que escrevo... É mais para um desabafo em forma de agradecimento por todas as estrelas que já passaram pela minha vida. Tenho plena consciência de que cada um que eu convivi ao longo desses meus 21 anos foram importantes para o meu aprendizado, amadurecimento e crescimento de um modo geral. Da minha querida professora Izabel que me ensinou a ler e escrever ao motorista do ônibus que me dá bom dia sempre sorridente às 06 da manhã.

    Obrigada, universo, por cada um. Obrigada por me ensinar a valorizar as relações interpessoais. Somos seres egoístas e ansiosos, queremos tudo para a última hora e se possível, chamando atenção de todos. Então, obrigada por me ensinar a conviver com diferentes pessoas, por me fazer entender que a gente é diferente e que empatia é a chave que faz isso tudo dar certo.