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  • outubro 14, 2017

    Diário #4: Convivendo com Ansiedade

    Quero voltar a ser aquela menina que acorda feliz pelo simples fato de ter mais uma oportunidade de viver. Quero voltar a ter o brilho nos olhos todos os dias ao falar da minha profissão. Quero voltar a ser a menina que sonha em trabalhar em revistas e faz de um tudo para chegar lá. Quero voltar a ser feliz com simples gestos: um bilhetinho da mamãe no guardanapo, um recadinho carinhoso do namorado no espelho, o sorriso espontâneo dos que eu amo, terminar o fichamento daquela matéria difícil, assistir a um episódio da minha série favorita, tomar um sorvete depois do expediente, escrever.
    Convivendo com Ansiedade
    imagem: tumblr

    Não tenho vivido dias fáceis. A propósito, diria que tem sido dias complicados. Uma tal de ansiedade se instalou no meu ser a algum tempo e de uns meses para cá tem me trazido inúmeros contratempos. Tarefas comuns que antes eu realizava com naturalidade, hoje em dia tem sido dolorosas, longas e em determinados casos até me causam um tipo de dor física. Há quem diga que é tudo frescura, coisa da minha cabeça, falta do que fazer ou que estou querendo chamar atenção. Antes fosse, viu?

    O mal do século me pegou de jeito e tenho travado uma batalha diária a fim de vencê-lo. No entanto, posso afirmar com dor no coração que há momentos em que não me reconheço mais. Não sei mais o que é sentar no computador, abrir o word e jogar meus sentimentos sem que eles se pareçam confusos, errados, expostos demais, ou, sem que eu fique me preocupando demais com o que vão pensar caso leiam – pior ainda é imaginar alguém vindo falar comigo sobre isso, vergonha total!

    Tem dias que faço de tudo um pouco e tudo flui naturalmente. Através de exercícios de respiração consigo me controlar, fazer todas as atividades propostas para o dia e as vezes inclusive adianto algumas do dia seguinte. Noutros, é torturante. Posso tentar a meditação que for, nada funciona. Nem a meditação mais forte, nem a adoração mais emocionante conseguem tranquilizar minha mente. O corpo trava, o ouvido se fecha, a mente não para um momento, uma mistura dos sentimentos de medo, solidão, angústia se forma e os olhos só se fazem chorar.

    Tive que pedir ajuda. Não é normal viver uma rotina assim. Ainda que eu saiba que o sol sempre vem pela manhã, não é saudável nem aceitável viver numa situação dessas. Ora, quem em sã consciência acharia normal viver numa espécie de montanha-russa? Um misto de sentimentos definitivamente horríveis que certamente eu não desejo a ninguém. E posso dizer que, mesmo em pouco tempo de terapia, já tenho visto algum resultado. Claro que nada exorbitante, mas só de ter alguém que te escuta e não te julga, que entende que você pode sim ter uma patologia é mágico. Acho que todo mundo deveria fazer terapia. Tanto quem precisa de ajuda como quem tem a mente no lugar. É transformador.

    Mesmo no princípio do tratamento, dando ainda inúmeros passeios nessa montanha-russa que é a minha vida, hoje eu tenho consciência de que só assim conseguirei melhorar deste quadro. Mesmo que com toda a ajuda de família, amigos e até a própria ajuda, sem um profissional do meu lado para somar, eu não conseguiria, de fato, me recuperar. Esse apoio é muito importante! Precisei reconhecer e aceitar que sozinha não ia conseguir e fui em busca de ajuda. E que bom, sabe? Que bom que eu consegui fazer uma coisa por mim, isso já me orgulha muito.

    Espero daqui a algum tempo trazer mais relatos felizes. Contar e desmistificar um pouco esses transtornos psicológicos que são tão banalizados e ridicularizados por aí. Todo mundo tem uma dor, a gente só precisa respeitar cada um. Gentileza gera gentileza, lembra?

    Caso conheça alguém que está passando por uma situação dessas, não desampare-a. Dê a mão! Mostre que ela não está sozinha, indique que procure ajuda profissional. Só quem sofre de transtornos psicológicos, seja ele qual for, sabe a dor que é enfrentar isso tudo sozinho. A gente se cobra demais, mais que o normal, e isso só nos prejudica. Não abandona não, tá? Ter alguém pra conversar importa muito!
    outubro 01, 2017

    Para Sempre Alice

    Quem nunca se pegou num momento de confusão mental e emocional e buscou conforto em algum filme? Eu não sei vocês, mas sempre que estou meio pra baixo e não quero ficar assim procuro algo para assistir que vá me trazer algum aprendizado ou que no mínimo vá me proporcionar reflexão suficiente para que eu entenda um pouco do que acontece internamente.
    imagem/reprodução

    Para Sempre Alice é um filme delicado, sério e de tirar o fôlego. Alice Howland é uma professora de linguística feliz pelo que conseguiu construir, tanto na carreira como em âmbito pessoal. Porém, aos cinquenta anos recebe diagnóstico inesperado de Alzhaimer precoce, que faz com que algumas coisas comecem a mudar na sua vida.

    Esquecer de coisas, compromissos, lugares, pessoas e principalmente de todas as suas memórias é um processo muito doloroso. Palavras e todas a comunicação que eram tão importantes na vida de Alice – que é a base de tudo o que ela construiu na sua carreira – começam a falhar e ela se vê perdida, literalmente, em meio a sua vida. Podemos dizer que aos poucos, a protagonista vê sua vida se desmontando.

    O longa, basicamente relata a evolução da doença e como ela pode afetar não apenas quem é portador mas toda a família e quem convive ao redor. Trás uma reflexão importante sobre o quão pequenos somos em relação aos nossos problemas cotidianos. Muitas vezes insistimos em ver tudo com uma lente de aumento quando na verdade deveríamos olhá-los de cima, afinal, grandes somos nós que podemos detê-los ou resolvê-los.

    Estamos diariamente expostos a vida cotidiana e obviamente contratempos surgirão e com eles, talvez, coisas que não esperamos. A menos que este contratempo seja uma doença progressiva e sem cura, a gente é capaz de consertar e resolver tudo. Tudinho mesmo! Não faça dos seus problemas maiores do que eles de fatos são.

    Acho que a mensagem que o filme tenta passar, além de alertar o quão rápido pode ser a evolução dessa enfermidade, é que nós não somos tão pequenos quando pensamos ser. Viva cada momento e dê o seu melhor. A mensagem de hoje era essa.
    setembro 29, 2017

    Tell Me You Love Me, Demi Lovato

    Sexta-feira comumente é um dia alegre por aqui, pois passo a manhã ouvindo a sessão de novidades do Spotify. Mas hoje é excepcionalmente especial pra nós fãs da talentosíssima Demetria: 29 de Setembro é dia do lançamento oficial do seu sexto álbum, intitulado Tell Me You Love Me.
    créditos: demilovato.tumblr

    Muitos lovatics mataram a curiosidade antes do tempo já que em função do fuso horário de alguns países, como a Nova Zelândia, na tarde da última quinta-feira o disco já estava disponível no Spotify. O álbum já se encontra em #1 no Itunes de aproximadamente 12 países.

    Tell Me You Love Me tem uma pegada R&B-Pop totalmente diferente de tudo que a cantora já produziu. Segundo resenha da banca do Grammy esse é o álbum mais forte que ela já criou… Parece que ela finalmente achou a sua voz: fresca, feroz e sem remorsos.

    Além das já conhecidas "Sorry Not Sorry", "Instruction" em parceria com Jax Jones, "No Promises" com Cheat Codes e da faixa título, Tell Me You Love Me possui 12 faixas em sua versão Standart, 15 na Deluxe,17 na Target (que será lançado apenas nos EUA).

    Assim como em discos anteriores, para a divulgação das informações sobre o novo trabalho a equipe inovou. Tendo a ajuda dos portais de informação da Lovato ao redor do mundo, fizeram com que os mesmos tuitassem a track list de Tell Me You Love Me no twitter, que foi retuitada pela cantora em seguida.

    Ouça abaixo o novo trabalho da Demetria



    Uma tarefa difícil é escolher uma preferida... Não vou nem citar nenhuma, o álbum todo é meu preferido. Vamos combinar que todo o conjunto está muito bonito, todo o suspense e trabalho valeu muito a pena. Vamos enaltecê-lo!

    Será que 2018 enfim vai ser o ano da nossa baby girl? Nos resta torcer, né? #YouDidItGrammy ♥